quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tô voltando pra casa...

Este espaço nunca saiu de minha mente, e de meu coração. Coisas acontecem, e não podemos prevê-las e nem ao menos controlá-las. Passei por uma catarse, fazendo tabula rasa de tudo, todos, e de mim (principalmente). Foi uma longa estrada...  Saí um pouco sábia, de "casca endurecida", amadurecida... 

Agradeço a quem passou por aqui e gostou, participando com críticas, estímulos, e tudo o mais que me fizeram crescer como aprendiz de blogueira.

Portanto, continuarei a blogar, falando de algumas de minhas paixões. E, quem sabe, contribuindo para o bem, a beleza e a Verdade... No proximo Domingo, se Deus quiser, novo post.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Partidas e chegadas


 
Henry Sobel contou a seguinte parábola:

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: ”já se foi”. Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao ponto de destino  as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: “ já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “ lá vem o veleiro”.

Assim é a morte.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.

Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Meu marido consolou-me com esta reflexão, em ocasião do falecimento de minha mãe. Como este espaço tem me ajudado a manter-me equilibrada interiormente, senti, então, a necessidade de postar estas palavras e marcar o dia de hoje, no que eu considero meu diário público.