segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Grande Sertão: veredas


 
“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.” (Grande sertão: veredas, Guimarães Rosa)

Mas, na ocasião, me lembrei dum conselho de Zé Bebelo, na Nhanva, um dia me tinha dado. Que era: que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente.” (Grande sertão: veredas, Guimarães Rosa)

O leitor que superar as páginas iniciais deste livro (acostumar-se com o estilo do autor e a linguagem usada, difíceis em minha opinião), irá deparar-se com um belíssimo romance escrito por João Guimarães Rosa. Riobaldo, um fazendeiro que no passado foi um jagunço, conta a um forasteiro a sua estória, dos tempos em que roubava, matava e fugia da polícia. Achava que tinha um pacto com o diabo, e que um dia, haveria de encontrá-lo. Sua vida muda, quando conhece Diadorim, um jagunço cujos olhos verdes o abrasavam, sem ele saber porquê. Riobaldo era um homem valente, que só temia encontrar-se com o diabo. Quando criança, matou um homem que tentava violentar outro menino, Diadorim. Adultos, se encontram novamente. Sente-se irremediavelmente atraído por Diadorim, queria tocá-lo, cheirá-lo, mas rejeitava asperamente estes sentimentos. Surge, então, um dilema: estaria apaixonado por Diadorim? O tormento de Riobaldo somente chega ao fim com a morte de Diadorim. Ele sofre com a morte de seu companheiro de aventuras, e seu amor. Mas, ao retirar o gibão que vestia Diadorim, descobre que ele era uma mulher. Que se fazia passar por homem por vingança. Riobaldo sofre, pois poderia ter vivido o seu amor por Diadorim, mas teve medo. Finalizo com uma de suas frases: “A vida da gente vai em erros, como um relato sem pés nem cabeça, por falta de sisudez e alegria. Vida devia de ser como sala do teatro, cada um inteiro fazendo com forte gosto seu papel, desempenho.”

 Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.” (Grande sertão: veredas, Guimarães Rosa)

Este é mais um daqueles livros inesquecíveis... Tanta sabedoria, exposta de um modo cheio de sentimento. Característica maravilhosa dos escritores mineiros, que com simplicidade transmutam verdades em palavras belas... Narrativa emocionante, com muita ação, aventura, e uma estória de amor. Não dá para ficar indiferente com a morte de Diadorim, o desespero de Riobaldo... Bem, espero que tenha deixado à todos com “água na boca”, e muita vontade de ler esta linda obra de João Guimarães Rosa.
 
– e trazia para mim caixetas de doce de buriti ou de araticum, requeijão e marmeladas.  (Grande sertão: veredas, Guimarães Rosa)

Doce pastoso de araticum

Ingredientes: 1 medida de polpa de araticum, 1 medida de açúcar, 1 e meia medida de leite.
 
Modo de Fazer: Passar a poupa por uma peneira e juntar com os outros ingredientes. Levar ao fogo numa panela até ficar pastoso. Retirar do fogo, deixar esfriar e colocar em frascos de boca larga.

Doce de buriti
 
INGREDIENTES: 1 kg de polpa de buriti, 500 g de açúcar, 2 pedaços de pau de canela, 1 colher de sopa rasa de manteiga
 
PREPARO:
Misture a polpa de buriti, o açúcar, a canela e a manteiga.
Leve ao fogo, sempre mexendo, e deixe até que fique com consistência cremosa.




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mário e o Mágico

  
O mundo está cheio de problemas intelectuais, artísticos, morais e sociais. Sua elucidação talvez permitisse ao escritor ou ao orador um reconhecimento público.”(Mário e o Mágico,Thomas Mann)

Uma obra da literatura alemã, com algumas nuances de fatos cotidianos, do qual o autor era um grande espectador. Thomas Mann utilizou a escrita para sobrepujar as qualidades humanas onde havia destruição. Este livro narra a viagem de férias de uma família, onde Mário conhece Cipolla, o mágico, que apresentando-se ao público da cidade, testa a vontade das pessoas. Há alegorias políticas, menção às iniqüidades variadas e à política pérfida. Conflitos, escolhas, querer ... Um livro de um autor que “lia nas entrelinhas”, com uma mensagem contundente.

É verdade, a alma não pode viver de não querer. Não querer fazer alguma coisa é insuficiente para preencher uma vida. Não querer alguma coisa está bem próximo de não querer mais nada, e logo, de fazer assim mesmo o que uma outra vontade impõe.”(Mário e o Mágico,Thomas Mann)

A lassidão ao pensar pode trazer conseqüências funestas. Como seres pensantes (e não títeres) que somos, devemos exercer o direito à vontade para que não a façam por nós. E, qual o limite de nossa liberdade... O que pode ameaçar a individualidade... Quando leio um livro, procuro extrair o “summus” do mesmo. E o que tirei deste livro foi salutar, mas nada doce... Um ótimo livro, estória interessante, faz pensar. Se não leu, fica a dica. Ou então, faça como eu: releia.



“E os vendedores de ostras, de bebidas, de flores, de enfeites de coral e de cornetti al burro, caminham sobre os membros das pessoas deitadas fazendo propaganda de suas mercadorias com a voz cheia e franca do sul.”(Mário e o Mágico,Thomas Mann)

Croissants com manteiga

Ingredientes :

1 pacote de fermento biológico seco,1  xícara de água quente,3 / 4 xícara de leite evaporado
Uma colher  e meia de chá de sal,1 / 3 xícara de açúcar branco,1 ovo,5 xícaras de farinha de trigo,1 / 4 xícara de manteiga derretida,1 xícara de manteiga, gelada e em cubos, 1 ovo batido

Modo de fazer:

Em uma tigela grande, dissolva o fermento na água morna. Deixe repousar até ficar cremoso, cerca de 10 minutos. Misture no leite, sal, açúcar, 1 ovo, 1 xícara de farinha e a manteiga derretida. Bata para fazer uma massa lisa e reserve. Em uma tigela grande, misture 4 xícaras de farinha de trigo com a manteiga(1 xícara gelada e em cubos). Misturar com as pontas dos dedos, até a manteiga estar reduzida a pequenos grãos(incorporada com a farinha). Despeje a massa de levedura sobre este e cuidadosamente vire a mistura com uma espátula para mistura, só até toda a farinha é umedecido. Cubra com filme plástico e leve à geladeira até ficar bem refrigerado, pelo menos 4 horas. Coloque a massa numa superfície enfarinhada, pressione em bolas compactas e amassar cerca de 6 voltas para liberação de bolhas de ar. Divida a massa em quatro partes iguais. Forma um de cada vez. Refrigerar a massa restante.
Role uma parte da massa em um tabuleiro enfarinhada em um círculo de 17 polegadas de diâmetro. Com uma faca afiada ou cortador de pizza, corte o círculo em oito fatias iguais em forma de torta. Role as cunhas livremente em direção ao ponto. Forma cada rolo em uma crescente e coloque em uma assadeira. Permitir uma 1 / 2 polegadas de espaço entre cada rolo. Cubra e deixe crescer em temperatura ambiente até quase dobrou de tamanho. Cerca de duas horas. Enquanto isso, pré-aqueça o forno a graus C 165. Pincele os croissants com ovo batido. Asse no forno pré-aquecido por 35 minutos, até dourar.