domingo, 5 de setembro de 2010

O Clube da Felicidade e da Sorte


 
 “Eu vi o que estive combatendo: era por mim, uma criança assustada que fugiu há muito tempo atrás para, o que eu imaginei ser, um lugar seguro. E me escondendo nesse lugar, atrás de minhas barreiras invisíveis, eu sabia o que havia do outro lado: os ataques conjuntos dela. Suas armas secretas. Sua habilidade sobrenatural para encontrar meus pontos fracos. Mas no breve instante em que perscrutei por cima das barreiras, eu pude ver finalmente o que havia ali na realidade: uma mulher velha com uma panela como  armadura, uma agulha de tricô como sua espada, cutucando uma pequena ostra, esperando pacientemente que sua filha a convidasse para entrar.”( O Clube da Felicidade e da Sorte, Amy Tan)
Neste livro, O clube da felicidade e da sorte, Amy Tan  escreve sobre relações familiares, e, principalmente, sobre a relação entre mãe e filha dentro da cultura chinesa/americana, revelando a colisão(e as crises desencadeadas) das culturas tão diferentes. Amy Tan mostra como pode ser difícil para as mães chinesas compreenderem que as suas filhas nascidas na América têm costumes, conceitos éticos e sonhos bem diferentes de si. As relações, então, podem tornar-se muito dolorosas e complicadas. Um livro incrível, com estórias emocionantes, envolventes, que perduram em nossa memória por muito tempo.

Todas nós somos como escadas, um degrau após outro, subindo e descendo, mas todos indo na mesma direção.” .”( O Clube da Felicidade e da Sorte, Amy Tan)


Este livro tem personagens que parecem com cada um de nós. Pessoas que experimentaram o amargo e o doce da vida. Através da vida destas mulheres, podemos identificar trechos de nossa própria história... Este livro fala de relacionamentos, e que o tempo e o amor podem suavizar arestas; sobre a dinâmica dos laços familiares e enfoca o relacionamento entre mãe e filha, de forma pungente, sábia, e às vezes engraçada...
Um livro, sem dúvida, marcante. Que merece e deve ser lido e relido.

“Tia Lin cozinhou sopa de feijões vermelhos para o clube. Eu vou cozinhar sopa de sementes pretas de Sésamo.”(O Clube da Felicidade e da Sorte, Amy Tan)
Sopa de feijões vermelhos
Ingredientes:
1 xícara de feijão azuki
6-8 copos de água
1 tira de casca de tangerina seca ou casca de laranja fresca
1/ 2 xícara sementes secas de lótus
6-8 colheres de sopa de açúcar mascavo, como desejado
Modo de fazer:
Mergulhe o feijão azuki em água durante a noite para amolecer. Cerca de duas horas antes de fazer a sopa, coloque as sementes de lótus secas em uma bacia com água suficiente para cobrir. Em uma panela média, coloque as 6 xícaras de água com a casca de tangerina para ferver. (A sopa pode ser mais grossa ou mais fina, como desejar. Eu geralmente começo com 6 xícaras de água e, em seguida, adiciono mais água fervente no final com o açúcar mascavo). Abaixe o fogo, adicione o feijão azuki e sementes de lótus e cozinhe, parcialmente cobertas, por  1 a 1 1 / 2 hora, até que os grãos estejam em ponto de quebrar suavemente. Adicione o açúcar mascavo e mexa até dissolver. Prove e adicione mais açúcar se desejar. (Eu geralmente começo com 1 / 3 de copo e depois adiciono mais 1 colher de sopa de cada vez, conforme necessário). Acrescente mais água fervente, se desejar. Retire a casca de tangerina seca antes de servir. Sirva a sopa de feijão vermelho quente ou frio.


Aproveita o dia!


“Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido...”
Walt Whitman